O filho descontente

A parábola do Filho Pródigo (ler: Lucas 15: 11-32) é permeada de acontecimentos que nos levam a em um primeiro momento condenar a atitude do filho mais novo, que pede ao seu pai que lhe dê a devida parte da herança. Mas, ao analisarmos a história podemos observar qualidades nesse jovem que não devem ser esquecidas por conta de seus erros.
Ao sentir grande insatisfação na casa de seu pai, o jovem elaborou um plano para mudança: “o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” (Lucas 15:13).  A atitude do jovem demonstra que, em meio à insatisfação, não houve acomodação e lamentos, mas reação!

Atitude como essa está escassa, ao passo que as pessoas preferem a insatisfação à coragem de enfrentar a si e aos outro. É mais fácil quando tudo está dentro dos conformes, dentro dos parâmetros, dentro da fôrma, seguindo certo padrão. É cômodo, mas não pleno. Ainda que mais fácil, não satisfaz… A coragem exige ação. Ações que reformem… Que refaçam.
Ainda na história, identificamos outro ponto onde o moço, mais uma vez, demonstra-se inquieto quanto a sua situação: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai” (Lucas 15:18). Em mais um momento, o filho não se acomodou. Ao perceber o seu estado, vendo a lama que ele estava submerso, ele arregaçou as mangas, levantou, foi ter com o seu pai. Resoluto, mas com a convicção de ser o autor da sua própria peça, e que como tal, não deveria se manter passivo ao drama.
O filho mais novo precisou sair da casa de seu pai, pois lá, ainda que houvesse tudo para lhe proporcionar gozo, ele não sentia satisfação. Mas quando ele retornou, estava com o coração inteiro nas coisas do pai, e amando estar ali. Ele reformou a si, e certamente, aos que estavam ao seu lado também.
Somos seres em reforma, sempre estamos em obras. Não é um processo fácil, pois incomoda, imprimi marcas, exige tempo… Mas após a reforma, poderá ser descoberto o melhor de si, o que estava latente tentando vir ao manifesto. Hoje, olhando para Jesus, desejo que possamos conhecer profundamente o amor de Deus, e assim, nos reformar. Reformar os paradigmas e os conceitos tão cheios de poeira que não bastam por si. A verdade por si, reforma! Não é fácil, mas claro: Jesus quer ver a nossa reforma!
Que o Espírito Santo esteja realizando em nós a reforma do seu templo.

Uma feliz semana!

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